domingo, 12 de março de 2017

Versos Ao Vento

De vez quando vem-me um verso ao pensamento,
Como uma brisa que sopra, leve, refrescante,
Mas, quando eu vou escrever, ele voa como o vento,
E em meu corpo, minhas mãos, uma dor penetrante.
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Quanto mais penso, não sei o que dizer,
E então, penso na dor que guardo no coração,
Num relance, sinto a morte a querer descer,
Escoando palavras, de luto, e de emoção.
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Um cheiro adocicado, imutável, a sangue,
Que enlouquece de prazer, o meu coração aberto,
Contraindo-me, pedindo que nunca estanque,
Uma hemorragia mágica, talvez, não sei ao certo.
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E o véu dos meus sentimentos será preto,
Desvendando os meus tempos de solidão,
Escrever será sempre com tormento,
Esvaindo-me em versos pelo chão.
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Cristina Ivens Duarte-12/03/2017

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