sexta-feira, 3 de março de 2017

O Meu Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje, 
Tão triste, tão vago, tão magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio tão amargo.
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Não consigo bradar o meu peito,
Que por frieza, engano e distancia,
Morre, mirra, putrefeito,
Por ausência, e tamanha inconstância.
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Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil,
 Que no espelho ficou perdida,
 A minha sombra táctil.
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Compreendi que muitos amigos que fiz,
Não me fizeram nada, além de inquietude,
Nem sequer saber o que é ser feliz,
Nos caminhos desta vida...eu soube.
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Antes que as mágoas me façam sangrar,
Nestes versos eu choro em palavras,
Em pranto me ponho a desabafar,
Lágrimas das minhas lavras.
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Cristina Ivens Duarte-03/03/2017 

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