terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Penas

É tão longa a noite, que me inunda,
De um rosa escuro, sentindo-me transportada,
Para uma cor tão linda, tão profunda,
Aonde a dor... não me dói nada.
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Minha alma alcança a leveza das penas,
E é tão pura a paixão que me afundo,
Na sua graça e macieza ao vê-las,
Tocando na minha nudez por um segundo.
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A noite sossegada e infinita,
Segreda-me palavras excitantes,
Que as auréolas das minhas rosas tão bonitas,
Brilham nos meus seios circundantes.
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Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé do meu amor ingénuo e norte,
Para toda a vida e, assim que Deus o quisesse,
Amaria as penas, até ao fim da minha morte.
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Cristina Maria Ivens Duarte-14/02/2017


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