segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Quebranto

Abraçando-me, com elegância e jeito,
Ele se desfaz em carinhos e ternura,
Me encanta, com toda a sua bravura,
Desfaz-me contra o seu peito.

A sua fragrância, me deixa estonteante,
Nos seus braços, eu quero adormecer,
E no medo de poder vir a morrer,
Eu adormeço num breve instante.

Depois, nunca mais quero acordar,
Para sempre, nos braços dele quero ficar,
Num sono, quase paralisante.

Mas quando acordo, meus olhos são de espanto,
Desesperados, como de quebranto,
Oh! eu sou só sua amante.

Cristina Maria Ivens-14/11/2016






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