sábado, 22 de outubro de 2016

Silêncio, Sombra e Saudade.

Quando te tiveres ido embora,
Não mais haverá, creio-o, flores,
Apenas searas que choram,
No próprio dia em que tu fores.

Te guardarei no meu regaço,
Quando chegar esse dia,
Pensar que ao longe eu perdia,
Para sempre o som dos teus passos.

Lembraste da última vez,
As trovas que cantaste para mim?
Puseste em bicos de pés,
As rosas do nosso jardim.

E quando a lua prateava,
Na nossa sombra abraçados,
Até a noite orvalhava,
Como dois olhos molhados.

Tudo ficará como um deserto,
Devaneio, sonho, irrealidade,
Mas, ao longe te sinto tão perto,
No silêncio, na sombra, e na saudade.

Cristina Maria Ivens-22-10-2016


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