sábado, 8 de outubro de 2016

Semblante tristeza

Nasci à luz de uma candeia,
Na qual azeite ardia,
Numa casa em que havia,
Travessas de agonia,
Mil um buraquinhos,
As aranhas faziam ninhos,
Nos meus tristes olhinhos
Revestidos de fina teia.
E quando era noite de lua cheia,
Ela vinha ao telhado rondar,
E começava a espreitar,
Com raios de prata fina,
Era talvez a luz divina,
Que comigo vinha cear.
Mas nos dias de muita chuva,
Caía em mim a tristeza,
A lua perdia a beleza;
E pelos buracos do telhado,
Começavam a pingar,
Gotas de água sobre a mesa...
Eram lágrimas de uma deusa,
Que por Mim vinha chorar.

Crisrina Maria Ivens-7/010/2016









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