quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Ao Dar-te A Mão

Ao dar-te a mão,
Entrego os meus fantasmas,
Me abstraio da solidão,
Mergulho em doces plasmas.

Rejuvenesço num só dia,
Retorno à minha infância,
Onde tudo é alegria,
Incenso e fragrância.

Ao dar-te a mão!
Sei que adormeço,
E que no chão...
Eu não tropeço.

Nas tuas mãos vazias,
Entrego os meus dias,
Minhas sombras abismais.

Depois peço-te!
Que me leves o medo,
Com um beijo em segredo,
E não partas nunca mais!

Cristina Maria Ivens



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