segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Na ombreira da minha porta...

Na ombreira da minha porta
há um dedilhar continuo...
das tuas mãos que me abortam
deste meu pesar martírio.

Foram tantas as vezes...
que rezei pela tua chegada
nos meus infortúnios reveses
choro sobre cada dedada.

Este rastilho que me incendeia
fulmina o meu coração...
é um torniquete que me fazes na veia
com as marcas da tua mão.

E nada apaga esta nódoa
na ombreira da minha porta
ficou vincada a mágoa...
da lamuria que nasceu morta.

As labaredas do meu caminho...
fortalecem a minha esperança
da minha carne tirar o teu espinho
e a tua mão... da minha lembrança.

Cristina Maria Afonso Ivens Duarte--1/08/2016


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