sexta-feira, 29 de julho de 2016

Fermentações...

Embrulhados num cobertor de retalhos
a pele sua como carne num fumeiro...
fermentações dos nossos próprios coalhos
explodem, partindo os nossos corpos ao meio.

São partículas das nossas coalhadas...
que se dividem durante a terna noite quente
no desespero de se tornarem açucaradas
beijamos todo o fermento envolvente.

Cresceu, cresceu, sem parar...
a levedura que envolvia o nossos corpos
esquecendo que o tempo estava a esfriar...
deixando os nossos bacilos quase mortos.


Cristina Maria Afonso Ivens Duarte
20/07/2016





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