sexta-feira, 10 de junho de 2016

O que resta de mim!!!!

Permaneceu o meu sonho inquieto,
com a chegada do Outono,
os frutos foram o meu tecto,
esses!! eu nunca abandono.
O que resta de mim é pouco,
sorveram toda a minha polpa,
sou um pau seco e oco,
secou toda a minha boca..
O que me cobre é pesadelo,
olhares delinquentes,
passou por mim um flagelo,
nua, exposta aos ventos.
Procuro cobrir os meus seios,
que mirram com a friagem,
soluciono com escassos meios,
escondendo-me da paisagem.
Um pássaro tentou poisar,
em meu ombro descarnado,
ouviu o meu gritar,
com o peso do coitado.
Nem uma sombra provoco,
com o meu triste esqueleto,
nem em mim, eu própria toco,
com a tristeza que meto.

Cristina Maria Afonso Ivens Duarte




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