terça-feira, 17 de maio de 2016

As minhas ruas

As gotas vão caindo uma a uma
recordando o que eu era outrora
uma luz pura e linda como a lua
ansiando um amor sem demora.

Mas um albatroz poisou e me levou
deixando para trás todo o meu anseio
pendurado nas asas do menino Jesus
iluminei o caminho com mil candieiros.

E num triste cenário ficou o meu paraíso
ficando a calçada em profunda depressão
jamais minha face brilhou com um sorriso
e jurei nunca doar o meu lindo coração.

Acesas ficaram as jornadas da minha vida
temendo um terrível choque do interruptor
esqueci a potencia da palavra amiga
em busca de um temível grande amor.

Ficarei com a frescura da minha inocência
reservadas nas dobras da minha pele
temendo a curvatura da dura demência
vou abraçando a doçura de um pote de mel.

Cristina Maria Afonso Ivens Duarte















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