sexta-feira, 15 de abril de 2016

Nobre rosa

Nobre rosa que coabitas
em meu lar, que belo enfeito,
descansas, ou meditas,
estará teu ar rarefeito?
Não é chuva nem é vento,
que tempestade virá,
diz-me qual é o tempo,
ou empurra o sol para cá.
De que padeces minha rosa,
não desfolhes o teu corpo,
me pareces tão chorosa,
não morras, não quero outro.
Ergue-te minha petiz
com teu caule e perfume,
percorre todo o meu nariz,
que eu não morro de ciume.
Há muito, muito tempo,
que eu não te via a chorar,
será de esgotamento ,
ou apenas o teu desfolhar?
Não te dispas ainda,
que ficarei com saudade,
a primavera não finda,
e no verão já é tarde.
Cristina Maria Afonso Ivens Duarte

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