sábado, 2 de abril de 2016

Cúmplices

Não me podes deixar agora
neste estado de embriaguez
no meu corpo marca a hora
do amor que a gente fez.
Noutra encarnação já te fitava
eras a minha cara metade
imaginava que te abraçava
para toda a eternidade.
Tens o nome da minha morada
Aurora Das Flores Jardim
aquela mulher que passava
na minha rua, era para mim.
Não me deixes agora meu amor
minha cúmplice na troca de beijos
fica o meu corpo cravado de dor
contorcido de elevados desejos.
Derreto como cera quente
se me despedaças o coração
não dilaceres o meu ventre
quero agora a comunhão.
Comunhão de bens
quero-te toda para mim
todo o corpo que tu tens
com principio, meio e fim.
Cristina Maria Afonso Ivens Duarte

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