sábado, 30 de abril de 2016

A carta

Quando eu morrer passem por aqui,
abri este caminho em silencio
e preparei-o para vocês caminharem
sobre mim.
Eu não morri. Mergulhei num antigo
pantanal e construí este jardim
para vos sentir a cada momento
no subsolo, a cantarolarem com
apenas um sorriso, sem lágrima.
Não deixem morrer as flores,
são bocados de mim, levem-me
e embelezem os vossos interiores.
Libertarei amor eterno, saude, alegria
e paz..Serei uma boa alma.
No outono vou de férias mas, voltarei
na primavera, com prendas para todos,
novas flores.
Beijos da vossa Mãe

Cristina Maria Afonso Ivens Duarte


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