terça-feira, 1 de março de 2016

Utopia à meia noite

À meia noite o tempo pára
banho-me em leite para uma utopia
a pele amacia enquanto te espero
sou a tua grega em fantasia.

A noite passa e o leite esfria
fecho as cortinas e acendo as velas
sinto que o ar não tem magia
espalho na cama rosas amarelas.

Oiço um trote vindo do além
seminua corro até à porta
vejo uma sombra montada a cavalo
quando a minha alma já estava morta.

Um mensageiro trazia uma carta
um coração desenhado a cavalgar
senti um coice do meu cavaleiro
que partiu, em vez de me amar.

Agora sonho incessantemente
que estás entre gregos e troianos
numa arena a lutares por mim
até ao fim dos teus anos.

Cristina Ivens Duarte

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