sábado, 26 de março de 2016

Desenfreados

Partilhava este momento contigo
eternamente sem me cansar
mas o amor cantou-me ao ouvido
que eu tinha de te beijar.

Desorientei-me com o murmúrio
perdi-me na musica que tocava
como um colapso de álcool puro
beijei quem tanto eu amava.

O momento desconcertou-se
ficando a aguarela a meio termo
sem cor a pintura esqueceu-se
ficando na tela um esboço enfermo.

Mas no ar ficamos nós assolapados
sós com as tintas para esborratar
na pintura ficaram os pincéis adiados
nesta loucura desenfreada de amar.

Cristina Ivens Duarte



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