quarta-feira, 16 de março de 2016

Amor vertiginoso

Sinto que vou morrer nos teus braços
em teu peito com sindroma vertiginoso
abracei-me e apertei o teu regaço
para alcançar e beijar o teu pescoço.

Mas a náusea e a tontura me consumiam
que o meu medo de partir rodopiava
sentia que os pés do nosso mundo fugia
em teu peito restos de amor vomitava.

Amparaste-me contra a parede flutuante
e percebeste o meu estado de agonia
agonizado com o sofrimento da tua amante
sabias que eu nesse dia morria.

Pedias que tudo deixasse de centrifugar
e deixar em mim rastos de amaciador
para me estenderes no chão a secar
e te lembrares de mim com muito amor.

Cristina Ivens Duarte



Sem comentários: