quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Os meus olhos

Os meus olhos
São profundamente azuis os meus olhos castanhos
orbitas cristalinas nas quais viajamos
e nas profundezas mudam de cor
consoante a alma e a nossa dor.
São castanhos quando choro
são azuis quando tenho amor
são o espelho da minha alma
camaleões que mudam de cor.
Mudam ao som da minha vida
ficam azuis com uma balada
mudam de cor os meus olhos
cor de terra assombrada.
É nas profundezas dos nossos olhos
nas cristalinas e corais
que se encontram os diamantes
as verdades e os cristais.
São tesouros naufragados
nunca reclamados por ninguém
só a nossa alma sabe
a cor que a vida tem.
Cristina Ivens Duarte

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