quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um filho imaginado

Amas-me como se  tivesse vida
abraças-me como um filho
levas-me sempre contigo
sou o teu porto de abrigo.

Sinto o teu corpo macio
o teu cheiro a pó de talco
sinto na pele um vazio
se me esqueces no teu quarto.

Sou um peluche apenas
fazes de mim um bebé
durmo contigo a teu lado
ficas feliz, é ou não é?

Guarda-me eternamente
mesmo roto e esfarrapado
lembra-te que já fui teu
um filho imaginado.

Cristina Ivens Duarte


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