terça-feira, 10 de novembro de 2015

Traição

Já não és meu, morreu uma flor
no teu jardim.
Agora, és erva daninha
sem cor, com pequenas espinhas
que se esqueceu de mim.
Traíste-me com outra flor
não me regas-te com amor
sequei a pensar em ti
ao sol, ao calor.
És urtiga no meu corpo
não és flor
não tens cheiro
se picas não és amor
és traidor aventureiro.
As flores que me deste
vou deixá-las morrer
enterra-las bem perto
de quem me fez sofrer.
Sim, ao pé de ti
vou chorar a minha sorte
de ter morrido num jardim
ver o meu amor por perto
que simplesmente
se esqueceu de mim.



Cristina Ivens Duarte



2 comentários:

Carlos Carvalho disse...

Falta saber o que motivou isso. A traição começa quando um barco rodopia, rodopia e rodopia porque já não se rema para o mesmo lado. E tem mais... quando já nem nos escutamos.

Magda Carvalho disse...

Adorei! De dia para dia, fomentas cada vez mais as tuas inspirações. Beijinhos